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sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Falta tempo...

Esse semestre está ficando cada vez mais apertado... Estou na época do sem tempo para nada mesmo! É o trabalho (campanha política não é nada fácil!), é a faculdade a todo vapor, depois, de um ano assistindo telenovelas e lendo romances piegas.
Esta semana que está acabando passou rapidíssimo!! Não fiz 30% do que pretendia...
Mas, vou tentar me organizar nas poucas horas vagas que restam nas noites e no começo das madrugadas da semana que vem.
Dormir? Nem pensar!

Deixo agora um artigo interessante sobre a desregulamentação da profissão de jornalista que li hoje no site da FENAJ.

Direito da sociedade

* Suzana Blass

O Supremo Tribunal Federal (STF) vai analisar uma questão fundamental para a sociedade e para a democracia brasileiras: a tentativa de desregulamentação da profissão de jornalista com a exigência de diploma de curso superior específico para obtenção do registro profissional. A questão vem sendo discutida nos tribunais desde 2001, quando uma juíza de São Paulo acolheu representação contra a regulamentação.

O argumento contrário à exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista é de que ela fere a liberdade de expressão. Isso é falso. A liberdade de expressão de qualquer pessoa é assegurada por inúmeros colunistas de formações variadas, escrevendo sobre os mais diversos assuntos. Não há limitação à liberdade de expressão e de opinião. O que a legislação estabelece claramente, desde 1969, é a necessidade do curso superior em Jornalismo para as funções específicas de apuração, produção e edição de matérias jornalísticas.

A diversidade de opinião é garantida também com a busca de fontes diferentes, para dar ao consumidor da informação uma visão mais abrangente. O caráter opinativo a que alguns querem reduzir o Jornalismo contraria o princípio básico da diversidade de fontes, de informação isenta e objetiva.

A regulamentação da profissão de jornalista e a exigência do diploma específico de curso superior foi uma conquista não só dos profissionais da área, mas de toda a sociedade. O Jornalismo sério e bem feito é uma atividade fundamental para garantir o direito de informação da sociedade. Por isso, precisa ser exercido por profissionais com boa formação técnica, com conhecimento de ética e de valores humanísticos essenciais.

A regulamentação da profissão foi um grande avanço. Com ela, garante-se à sociedade que as informações veiculadas pelos meios de comunicação foram apuradas por pessoas qualificadas, profissionais, dentro de padrões éticos e de respeito ao direito do público. Afinal, o jornalista é um mediador entre as informações e a sociedade. Em alguns casos, o principal ou único mediador.

Abrir mão da regulamentação e da profissionalização do jornalista será abrir mão da informação de interesse público e abrir espaço para a manipulação de informações com base em interesses políticos, econômicos e outros. Será garantir, principalmente no interior do país, a publicação de apenas o que for de interesse do dono do veículo, ou do chefe político local. É o compromisso de divulgar a informação de interesse público que deve orientar a agenda de um veículo e garantir sua responsabilidade social.

* Presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro

Artigo publicado no jornal O Globo em 03/08/2008.

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